22 de abril – Descobrimento do Brasil – História Culinária Brasileira e Receita de Cocada e Lombo

abr 22, 2013 Sem comentários by

Datas comemorativas – 22 de abril – Descobrimento do Brasil

A Certidão oficial que dá fé e verdade ao nascimento do Brasil – escrita por Pero Vaz de Caminha – atesta que hoje, 22 de abril de 2013, ele completa 513 anos de vida. Ainda cartorialmente, no lugar designado ao nome do pai aparece o fidalgo português Pedro Álvares Cabral, amigo do Rei D. Manuel I. O primeiro Q.I. da nossa história.
Descrito como homem de porte físico invejável  – Cabral tinha cerca de 1,90 m de altura,  enquanto que a maioria dos portugueses não passava de 1,65 m. Dizem amigos e inimigos que ele não entendia muito bem de navegação. Mas, era amigo do rei.
Mesmo não vindo de origem nobre, Cabral deu “golpe do baú”, casando com uma das herdeiras de família rica de Portugal, Isabel de Castro. Cabral era um chefe militar e o rei achou “prudente” escalá-lo para comandar a expedição que teria como missão “oficial” estabelecer uma feitoria comercial na cidade de Calecut, na Índia. Meio que  “sem querer, querendo”, Cabral aportou no Brasil. O escriba oficial,  Pero Vaz de Caminha,  registrou tudo em sua carta/certidão.
Assim que a Igreja Católica Romana de Portugal e da Espanha soube que os índios não cultuavam o mesmo deus que eles, organizaram  a vinda de padres jesuítas com o objetivo de converter os indígenas ao catolicismo,
Para entender de  forma mais honesta o início da História do Brasil, leia os livros do jornalista, escritor e tradutor brasileiro, Eduardo Bueno. Alguns título  que você encontra em boas livrarias:

BUENO, Eduardo. A viagem do Descobrimento: a Verdadeira História da Expedição de Cabral. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. 140p.

BUENO, Eduardo. Náufragos, Traficantes e Degredados: as Primeiras Expedições ao Brasil, 1500-1531. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. 204p.

BUENO, Eduardo. Brasil: Terra à Vista! A Aventura Ilustrada do Descobrimento. Porto Alegre (RS): L&PM Editores, 2000. 112p.

Os primeiros passos de uma cozinha brasileira

Após a descoberta, portugueses iniciaram a exploração das terras brasileiras. Da miscigenação dos povos indígenas, portugueses e africanos – trazidos como escravos  – nasciam novos  brasileiros e a cozinha brasileira.  A cozinha portuguesa vinha com a uma grande influência dos povos árabes.
Junto com os navios portugueses vieram frutas, vegetais, verduras e animais. Figo, laranja, limão, melão, agrião, espinafre, chicória, mostarda, coentro, trigo, hortelã, cebolinha, manjericão, alho, alfavaca, gengibre, arroz, cana de açúcar, temperos da índia, bois, vacas, touros, ovelhas, cabras, carneiros, porcos, galinhas, patos.
No tempero, os português trouxeram  grande contribuição à culinária brasileira. Impuseram o gosto pelo sal, quase não utilizado pelos índios e pelos africanos, e ensinaram a salgar a carne para preservá-la. Outras especiarias tornaram-se presentes, como o cravo-da-índia, a erva-doce, a canela e o alecrim.
Os índios influenciaram na alimentação brasileira pelo seu modo de preparar a comida, pela forma de comer, temperar, fazer acompanhamentos e criar misturas do tipo azedo com doce, cru com moqueado. Em toda a costa brasileira, habitada pela população ameríndia, a alimentação era suprida com mandioca. Os rios repletos de peixes também eram grandes fornecedores de alimento para os índios.
Alguns exemplos de alimentos de influência indígena: mandioca, tomate, batata, batata-doce, pimentão, peixe, cará branco e cará roxo, pimenta, beiju, pé de moleque, carne-seca, farinha de mandioca, milho; algumas frutas, como abacaxi, ananás, bibibá, abacate, matapi, cucura, culmã, abil, jatobá, açaí, banana, pacovas.
Os escravos trouxeram da áfrica o quiabo, inhame, erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, amendoim africano, melancia e outras variedades de coco e banana. A banana da terra que era necessária ser cozida antes de consumir era pouco apreciada. A banana vinda da áfrica e consumida in-natura como fruta logo se tornou popular.
A mandioca e o milho por sua fartura tornaram-se o alimento básico dos escravos. Na necessidade de explorar a pouca variedade de matéria prima, o negro criou do milho o angu, um mingau mais consistente que o pirão. O pirão, tal qual o conhecemos,  foi criado pelo português que usou a técnica de fazer papas e caldos de seus camponeses adicionando a farinha com caldo fervente.
Da necessidade dos escravos em misturar poucos ingredientes a disposição usando a técnica de cozimento de vários ingredientes juntos dos portugueses, a cozinha brasileira ganhou as diversas receitas de cozidos, técnica tão usada na nossa culinária.

Uma gastronomia com a nossa identidade

A identidade da cozinha brasileira avançou quando indígenas, portugueses, africanos  e mestiços formaram comunidades próximas aos locais de extração do ouro.
Com o açúcar e a habilidade da mulher portuguesa em cozinhá-lo com frutas, surgiram vários doces.  Do açúcar nasceu a aguardente que de fácil produção passou a ser consumida pelos mais pobres tornando-se a bebida alcoólica brasileira, a cachaça.
Durante três séculos nossa cozinha desenvolveu-se com características predominantemente  portuguesa,  influenciada por índios e negros. A partir do século XIX, com a ampliação do comércio internacional, passou-se a importar vinhos, cervejas, conservas, queijos, novas frutas, licores, chás, chocolates. A cozinha francesa e inglesa passaram a influenciar nossa culinária, surgindo inclusive as confeitarias e sorveterias.

Portas abertas
A equipe do Armazém das Especiarias parabeniza o Brasil e os brasileiros  de todas as nacionalidades. Um Brasil de culinária riquíssima – a nossa e a de todos os estrangeiros que nos integram. Um reino onde convivem pacífica e democraticamente todas as especiarias do mundo!

Para comemorar esse dia tão brasileiro selecionamos a sobremesa “Cocada de Forno”, e para o prato salgado, “Lombo com Especiarias e Abacaxi”, receitas bem brasileiras.

COCADA DE FORNO

Conheça a origem, propriedades, uso, plantio e armazenamento do coco utilizado na receita abaixo.

Ingredientes
3 xícaras de chá de açúcar cristal (600 g)
300 g de coco ralado (4 xícaras de chá)
1 colher de sopa de manteiga (20 g)
2 ovos batidos
1 xícara de chá de leite (200 ml)

Preparo
Em uma tigela, coloque 3 xícaras de açúcar cristal, 300 g de coco  ralado, 1 colher  de sopa de manteiga, 2 ovos batidos e 1 xícara (chá) de leite e misture bem. Transfira a mistura para um refratário e leve ao forno médio pré-aquecido a 180 °C por +/- 40 minutos ou até dourar. Retire do forno e sirva quente comssorvete de creme ou deixe esfriar e sirva com uma calda de maracujá.

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Lombo com Especiarias, Cachaça e Abacaxi

Conheça a origem, propriedades, uso, plantio e armazenamento das especiarias utilizadas na receita abaixo:
canela, sal, cravo

Ingredientes
1,2 kg de lombo de porco
1/3 de xícara de chá de cachaça
1 colher de sopa de melado
2 pitadas de canela
Sal a gosto
2 pitadas de cravo em pó
2 laranjas
1 limão
2 colheres de sopa de azeite
1 1/2 colher de sopa de manteiga
1 abacaxi em fatias
3 bananas-verdes em fatias

Preparo
Na véspera, regue a carne com a cachaça e o melado. Polvilhe a canela, o sal e o cravo. Ponha sobre a carne 1 laranja e o limão, cortados em rodelas, cubra com filme plástico e leve à geladeira até o dia seguinte. Vire a carne 2 ou 3 vezes durante esse tempo. Retire da geladeira, escorra a carne e reserve o caldo. Aqueça o azeite e a manteiga e doure a carne escorrida de todos os lados. Coe o caldo reservado e junte o suco da outra laranja. Despreze a gordura da panela e acrescente o caldo com a laranja. Tampe e cozinhe a carne por 1 hora e 30 minutos. Vire durante o tempo de cozimento. Enquanto isso, doure o abacaxi e a banana em uma frigideira antiaderente untada. Sirva o lombo fatiado com as frutas e regue com o molho que se forma na panela.

 

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