Especiaria: Pimenta da Índia (Pimenta-do-Reino)

abr 06, 2015 Sem comentários by

 

Muito antes de Marco Polo chegar à Índia e descobrir as especiarias, a culinária local não podia prescindir de incluir a pimenta da índia em suas masalas (mix de especiarias, preparados por donas de casa e chefs para cada prato que vão criar).

Nascida na Índia, berço de tantas especiarias, a pimenta da Índia, conhecida por nós como pimenta-do-reino,  alçou voo, agradou gregos e troianos e é a especiaria mais apreciada e comercializada do mundo. De vegetarianos a receitas para emagrecer, passando por apreciadores de doces e salgados ou secos e molhados, conquistando a simpatia de grandes chefs, a pimenta-do-reino está presente desde casas modestas até os restaurantes mais sofisticados do planeta. Seu nome científico é Piper Nigrum, usada em larga escala como condimento, em indústrias de carnes e conservas, e como remédio fitoterápico. Felizmente é plantada no Brasil, que recentemente atingiu a cifra de 50 mil toneladas por ano. Claro que  não consumimos tanta pimenta-do-reino, fato que enriquece cofres federais com a exportação da especiaria para os Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, Espanha, México e França.  No Brasil, o consumo não ultrapassa 10% desta produção, por enquanto!
A pimenta-do-reino é uma das principais pautas de exportação do Pará. Forte geradora de renda para famílias rurais, emprega 50 mil pessoas no período de safra. Atualmente  é cultivada em mais de 100 municípios de vários estados: Pará, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Paraíba e Amapá. Benefícios.

A pimenta-do-reino possui uma substância que se chama piperina. Um nome que não devemos esquecer. A piperina  provoca a liberação de endorfina – verdadeira  morfina interna , analgésico natural extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a piperina ativa  receptores sensíveis na língua e na boca. Eles  transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo. Embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar. Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos enxaqueca.  Fitoterautas  indicam que a piperina é um alcaloide extraído das suas sementes, um estimulante natural que intervêm na absorção de selênio, vitamina B, betacaroteno e auxilia na digestão. Estudos recente atestam que a piperina tem um grande poder de ação antioxidante e antienvelhecimento.

Quem pensa ainda que a pimenta-do-reino deve ser evitada pelo seu ardido, pois provoca gastrite, úlcera, pressão alta e é terrível para a hemorroida, pode tratar de mudar o seu conceito. Além de ótimo tempero, ela contém uma série de medicamentos naturais, tais como: analgésico, anti-inflamatório, xarope, vitaminas, propriedades estas que os homens primitivos já haviam descoberto e que hoje são comprovadas pela ciência.

IMPORTANTE: pessoas com gastrite, úlcera e hemorroidas devem consumir a especiaria com muita parcimônia. Tendo reação adversa, procurar sempre um especialista de sua confiança.
Outra dica bem legal: uma colher de chá de pimenta-do-reino tem apenas 3 (três) calorias.

 

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