Especiaria: Cacau

jan 18, 2016 Sem comentários by

Ano Novo, vida nova! E com uma especiaria que praticamente faz parte do nosso dia a dia e é preferência nacional.

Coloque na sua agenda: dia 26 de março é comemorado o dia do cacau.

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Fruto de extrema importância para a história econômica do Brasil, o cacau é facilmente associado por ser a matéria prima, o pai do gostoso chocolate. Quem não gosta que atire o primeiro cacau!

Mas observe bem: existem tipos e tipos de chocolate. Em geral fazem muito bem ao nosso ego e à nossa saúde.

A Páscoa está chegando, logo, logo. O enorme coelho branco vai invadir nossas tevês e passear nos comerciais, nas revistas… como resistir!? Nada de resistir! Quem curte, deve aproveitar. Com moderação, como é a regra correta para todas as especiarias. E mesmo antes da Páscoa, você pode, sim, curtir o seu cacau/chocolate, comprar ou ganhar uma barrinha de chocolate para deixar o seu dia mais gostoso. Agora vamos conhecer um pouco da história da nossa especiaria.

Antes do descobrimento do Brasil, o cacau já era cultivado pelos Astecas no México e Maias na América central. Os astecas utilizavam o cacau para o preparo de uma bebida de coloração escura e sabor amargo feita com pimenta e algumas especiarias. Essa bebida era chamada de xocolatl ou chocoatl (água amarga). No Brasil, o cacau pediu passagem e chegou na Bahia em 1746. Rapidamente tornou-se forte componente da economia local por muitos anos – alimentou a cultura dos coronéis -,  e perdeu força numa epidemia ocorrida em 1930. O estado é atualmente o maior produtor de cacau do Brasil, algo em torno de 95%. Assim mesmo, a produção brasileira – somada com a da Amazônia e do Pará – equivale a 5% do cacau produzido mundialmente.

O cacau em seu estado bruto e puro – a fruta – ou em pó –  é uma especiaria maravilhosa, que, se usada com parcimônia e sempre com orientação pode ser importante parceira de uma vida melhor e saudável. A amêndoa in natura do cacau é fonte dos seguintes nutrientes: magnésio, ferro, cromo, anandamida (endorfina que o corpo humano fabrica naturalmente após exercício físico), theobromina (ajuda no combate às cáries e reforço do sistema cardíaco), antioxidantes; manganês, zinco, cobre, vitamina C (apenas o cacau natural, cru, contém vitamina C em quantidade significativa); ácido graxo, ômega 6; e serotonina (bloqueador natural do estresse).

O chocolate, em geral, consumido em larga escala e no formato de tabletes ou dos deliciosos ovos de Páscoa,  é uma mistura de cacau em pó, manteiga de cacau e açúcar. De acordo com as proporções utilizadas, obtêm-se diferentes qualidades, texturas e aromas. Atenção que estas informações são muito importantes!

Chocolate amargo: entram na sua composição as sementes de cacau, um mínimo de manteiga de cacau, pouco açúcar e nada de leite. Seu sabor peculiar se deve à maior quantidade de massa do fruto do cacaueiro. Uma barra de 30 gramas fornece 150 calorias. Sua composição contém – em media – 70% de cacau.

Chocolate preto: segundo as normas deve conter no mínimo 35% de cacau.

Chocolate ao leite: possui pelo menos 25% de cacau em sua composição e é adicionado de leite.

Chocolate “couverture” (cobertura): tem cerca de 40% de gordura em sua composição e é muito utilizado pela indústria alimentícia.

Chocolate branco: feito à base de manteiga de cacau, leite e açúcar.

Em relação ao consumo, alguns pontos devem ser considerados, como por exemplo, saber escolher o melhor chocolate. É fundamental que as propriedades nutritivas não se transformem em inimigas. Fuja das versões com altos teores de açúcares e gorduras. Confira os rótulos e prefira os chocolates com maior proporção de cacau. A ingestão recomendada não deve ultrapassar 30 gramas/dia. Além disso, é ideal que o consumo seja feito preferencialmente após as refeições.

As versões amargas – com média de 70% de cacau –  são as mais indicadas para obter benefícios para a saúde. As versões ao leite e branco contem mais gorduras e menor teor de flavonoides. Além disso, o próprio leite prejudica a ação positiva desses antioxidantes.

E quando a Páscoa vier c resistir a uma ou muitas mordidinhas naquele apetitoso ovo que nos é presenteado? Não resista! Procure, no entanto, não extrapolar demais os seus limites. E se, por acaso, você passar da conta, paciência. Os especialista indicam uma solução: faça um pequeno jejum e fracione os chocolates que sobraram. Passado o jejum, pode, sim,  comer chocolate, mas em quantidades menores e não ultrapasse 30 mg./dia.

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