Comendo com Especiarias: Fitó apresenta culinária afetiva e de inspiração nordestina

jun 13, 2017 Sem comentários by

Feito e servido por toda uma equipe feminina, o cardápio do Fitó conta com pratos do dia e opções à la carte – destaques para o bife de carne-de-sol com purê de cará e vinagrete, a paçoca com baião de dois e a peixada (com pirarucu, pescada amarela ou cambucu), com arroz, farofa e abacaxi –, que traduzem a concepção da casa: culinária de afetos e histórias. O almoço contará sempre com um prato do dia: às segundas, Arroz Maria Isabel (arroz com carne-de-sol da casa em cubos, acompanhado de macaxeira cozida, legumes e vinagrete de tomates, R$ 25); às terças, Carne de Panela (acém marinado no molho de tomate, cachaça e tucupi preto, com cenoura, cebola, vagem e arroz vermelho cremoso, R$ 25); às quartas, Costelinha de Porco (temperada com especiarias e pincelada com geleia de cajá, acompanhada de legumada do sertão, R$ 25); às quintas, Caril de Frango (coxa e sobrecoxa de frango desossado ao leite de coco fresco e especiarias, com arroz e quiabo, salteado no óleo de babaçu, R$ 25); às sextas, Peixe de Praia (peixe do dia, como pescada branca, trilha ou pargo, empanado na tapioca, vinagrete de feijão fradinho, farofa da casa e arroz, R$ 25) e aos sábados, Carneiro no Leite de Coco (pernil marinado e depois cozido no leite de coco fresco e caseiro, acompanhado de cuscuz de milho com manteiga da garrafa e legumes assados, R$ 49).  Além do menu executivo, haverá outras opções no à la carte e que fazem parte das tradições nordestinas (do baião de dois à peixada) e criações da casa, como Salada Sertaneja (rúcula, agrião, brotos, tiras de carne-de-sol, tomate e batata-doce assados e ovo cozido, R$ 18).

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Carneiro no Leite de Coco. Foto: Mario Rodrigues

Num primeiro momento, a casa opera apenas no almoço. Para harmonizar, oferece chope e cervejas artesanais nacionais, vinhos em taças e uma carta de qualidade, exclusivamente brasileira (qualquer um dos rótulos custa R$ 99). A carta é assinada pela bartender Fran Moreira, que teve passagens pelo bar Flamingo e Jaime Oliver e atuou como chef de bar no restaurante Jamile. Ela aposta no artesanal e em frutas tropicais, em sintonia com os petiscos e pratos do Fitó. Dentre as curiosidades, estão bebidas infusionadasxaropes ebitters de produção própria, gins e cachaças nacionais. Refrescos em vez de refrigerantes, como a Gengibirra, um fermentado de gengibre da casa com limão ou Cupuaçu Soda, cupuaçu, açúcar e água com gás.  Um dos destaques é o drinque da casa. O Fitó reúne doce de limão do Piauí, rum, limão-siciliano, xarope de amora e amburana. Em julho, o Fitó abrirá também à noite, funcionando como um gastrobar, com petiscos (como pastéis de bobó de camarão e de carne-de-sol com  banana-da-terra, casquinhas de siri com dendê e farofa da casa) e drinques.

Aliar a ancestralidade aos elementos da natureza, mas de uma forma contemporânea. Esse conceito de gastronomia é o que norteia o trabalho da cozinheira Cafira Foz, sócia do Fitó, que assina o cardápio. Intuitiva e autodidata, Cafira rejeita o título de “chef”, diz que é apenas cozinheira mesmo. Nascida em Fortaleza (Ceará), mudou-se, ainda pequena, para Teresina, no Piauí.

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Na cozinha envidraçada é possível acompanhar o preparo e os trabalhos da equipe. Foto: Ludmila Bernardi.

Dentre as especialidades do Fitó, destaca-se a carne-de-sol feita na casa. É diferente da carne-seca. A carne-de-sol é preparada com menos sal e pouco tempo em desidratação, técnica trazida pelos portugueses. No processo de cura, as enzimas da própria carne a amaciam e potencializam seus sabores. Apesar do nome, hoje em dia não é exposta ao sol. Fica curando em ambiente refrigerado (2º C), por um período curto (normalmente até 3 dias) e suficiente apenas para desidratar um pouco. Originalmente, o objetivo era prolongar sua vida útil para que suportasse as expedições sertanejas e a falta de recursos em uma região árida e isolada. Daí também nasce a paçoca, preparo feito à base da carne-de-sol pilada e farinha de mandioca, um alimento completo para sustentar os vaqueiros em suas longas viagens e que se transformou em um dos pratos mais tradicionais do Piauí. Já na peixada, misturas de elementos indígenas (mandioca e peixe fresco) complementam-se à tradição africana ao incorporar o leite de coco e o azeite de dendê, revelando o verdadeiro caldeirão da identidade brasileira que é o Nordeste. Para encerrar com doçura, haverá opções como bolo de chocolate belga com calda de cupuaçu e nibs de cacau ou o doce de casca de limão (doce em calda, feito com o limão taiti), sobremesa típica do Piauí.

Para harmonizar, muita cajuína gelada, o suco dourado de caju, um patrimônio cultural do Estado do Piauí. Sem álcool, clarificada e esterilizada, de preparo artesanal, a bebida é resultante da caramelização dos açúcares naturais do suco. Ou, ainda, o drinque da casa, o Cajuína Sour, que reúne cajuína, limão, cachaça artesanal e aquafaba (líquido de cozimento das leguminosas, que substitui a clara de ovo). Opção criativa de drinque vegano.

Serviço:

Fitó

www.fitocozinha.com.br

Rua Cardeal Arcoverde, 2773

Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05407-004

11 3032-0963

contato@fitocozinha.com.br

Capacidade: 50 lugares (salão térreo), superior, para eventos 35 lugares.

Segunda a sexta-feira, das 12h às 15h; sábados, das 12 às 17h. Feriados, das 12h às 17h.

Não abre aos domingos nem para o jantar.

Assessoria:

SG Comunicação & Imagem

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Josi Kersul / producao@sheilagrecco.com

Letícia Santini / jornalismo@sheilagrecco.com

Sheila Grecco / sheila@sheilagrecco.com

11 3284-6074 / 9 9944-9497

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