Especiaria: Avelã

set 11, 2017 Sem comentários by

avelã

 

Ela é pequena, nasce embalada em uma casca grossa e dá algum trabalho para ser consumida, mas vale a pena! Sim, você a conhece muito bem, e a encontra com mais facilidade na época do Natal, em supermercados, feiras livres e lojas que trabalham com alimentos saudáveis. Durante o ano também a encontramos e a sua nobre utilidade está sempre ao nosso alcance. Essa especiaria é a avelã, a segunda noz mais produzida no mundo. Só perde para as amêndoas.

Filha da Europa e da Ásia, cresce bem em regiões com invernos mais amenos. A maior produtora atual é a Turquia – nada a ver com a novela Salve Jorge, hein? Afinal, o que tem essa nozinha para ter status de superpoderosa? Ela é rica em ácido oleico, um monoinsaturado dos ácidos graxos, o seu óleo ajuda a reduzir os níveis de colesterol e a controlar o diabetes. Além disso, possui as vitaminas B1, B2 e B6, essenciais para a formação do sangue e saúde mental.

A danadinha possui o dobro desse ácido graxo em relação à castanha de caju. Uma baita proteção contra o LDL, o colesterol ruim. Fábio Bicalho, nutricionista clínico e funcional, ressalta outros benefícios da avelã: “É rica em ômega-9, gordura essencial à alimentação, caroteno, selênio, fósforo, potássio e magnésio”. A avelã pode ser consumida ao natural – tem paladar um tanto doce e oleaginoso, é usada em doces, normalmente associada ao chocolate, ao qual acrescenta um toque de classe.

A avelã também é encontrada nas conhecidas barrinhas nutritivas. (Agora você entende o motivo de tantas recomendações: leve uma barrinha de cereal na bolsa e, vindo a fome, coma uma). Somada ao mel ela resgata energias desperdiçadas. A avelã é utilizada para a elaboração de produtos de grande riqueza alimentar, como o leite, manteiga, pasta de frutas, pastéis, biscoitos. Esta especiaria é tão rica em proteínas e gorduras  – e aqui uso apenas um exemplo hipotético – que o consumo de 15 a 20 avelãs pode ocupar o espaço de uma refeição integral, embora esta troca não seja recomendada. Se for ralada, triturada ou moída, pode ser mais aproveitada, pois assim cumpre uma tarefa significativa na dieta de diabéticos e de pessoas que querem emagrecer. Sempre com orientação médica, por favor!

Mas, como nada é perfeito, a nossa especiaria tem um “pecadilho” que deve ser considerado para quem faz um tratamento ou dieta específica: é calórica. 100 g corresponde a 682 kcal de calorias. Cabe a você buscar orientação com seu médico(a) de confiança e pesar os prós e contras, o momento certo de usar ou não usar, nessa caminhada para a sua reeducação alimentar a avelã.

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