Especiaria: Pimenta da Tasmânia

mar 11, 2019 Sem comentários by

Nossa especiaria nasceu na Tasmânia, uma ilha australiana. Sua população ultrapassa 500 mil pessoas em sua maioria aborígenes – parentes de um povo que habitava a ilha há muitos anos.

A Pimenta da Tasmânia, muito apreciada na Austrália e na França, nasce de um arbusto sempre verde da família Winteraceae. Suas bagas (frutos) tem um sabor pronunciado, basicamente usadas como tempero. Mas como a maioria das especiarias, em seu início, foi muito usada na fitoterapia dos aborígenes.

Não apenas as frutas são utilizadas. As folhas, cujo arbusto pode alcançar cinco metros de altura, são muito aromáticas, possuem propriedades antimicrobianas, antifúngicas e antioxidantes. Até a casca é considerada um bom estimulante.

Os apreciadores de uma boa pimenta devem tomar um pouco de cuidado no uso da nossa Pimenta da Tasmânia. Ela é extremamente pungente, ardida, situando se entre as 200.000 e 300.000 unidades de medida da escala Scoville. Portanto, moderação.

Primeiras dicas: Utilize-a in natura ou em molhos de conserva tanto em peixes, carnes suina ou bovina.

Você vai encontrar a Pimenta da Tasmânia nas cores preta e vermelha – com aplicações diferenciadas. As suas bagas vão lembrar o sabor da pimenta-do-reino no formato e cor. Mas a semelhança acaba aqui. A nossa especiaria é muito pungente e possui uma característica interessante: quando a ingerimos, o seu sabor é suave. Mas não se engane. Logo começamos a sentir uma grande pungência ligada a um leve toque cítrico, que nos faz lembrar da Fagara.

Não só as bagas podem ser moídas para ser usada como tempero. As folhas também, sem perda de nenhum prejuízo em termos de sabor ou aroma.

Como todas as famílias de pimentas, a nossa especiaria é muito usada na área medicinal. Podem ser boas auxiliares na perda de peso, controle do apetite, são ricas em vitaminas e minerais, podem ter ação antioxidante. Pode prevenir doenças cardíacas e pode controlar a liberação de insulina.

Num estudo desenvolvido na Universidade da Tasmânia e publicado no American Jornal ou Clinical Nutrition, pesquisadores observaram que a pimenta vermelha pode reduzir em até 60% a liberação de insulina na circulação logo após uma refeição. Como a insulina promove o acúmulo de gordura, um melhor controle do hormônio se traduz em menos gordura estocada na forma dos indesejados pneuzinhos.

Mais uma vez, o alerta. No quesito saúde, controle sempre um médico de sua inteira confiança. Ele conhece melhor o seu organismo e poderá orientá-lo de como e quando e quanto da especiaria usa em suas receitas.

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