Especiaria: Pimenta-do-Reino Branca

dez 16, 2019 Sem comentários by

Uma das especiarias mais conhecidas e frequentemente usada pelos chefs profissionais e de casa é a pimenta-do-reino.

Neste post, vamos focar a sua “irmã”, a pimenta-do-reino branca, que tem suas qualidades e usos específicos. Esta especiaria faz parte da família a pimenta-do-reino verde e a rosa.

Foram os mercadores muçulmanos, na Época das Grandes Navegações que apresentaram a pimenta-do-reino (nascida na Ásia equatorial) para o mundo.

Tanto a pimenta-do-reino preta como a branca vêm da mesma semente. A diferença está no processo de secagem. Vamos explicar.

A especiaria preta é colhida antes de amadurecer, seca em película, que lhe garante mais picância, ardência e, em princípio, mais qualidades. As brancas esperam mais um pouquinho até amadurecer completamente,  passam por um processo, tem a casca removida, secas no sol e resultam numa pimenta “branca” com sabor mais suave.

O legal é que o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores desta especiaria que pode ser utilizada em muitas ocasiões e trazer novos prazeres à mesa.

O uso de pimentas-do-reino brancas tem algumas diferenças de suas co-irmãs preta, verde ou rosa. Pequenas diferenças que é importante conhecer.

Tanto uma quanto as outras são consumidas regularmente secas, em grãos ou moídas.

No quesito culinária, a pimenta-do-reino branca é a preferida por questões até estéticas em pratos como sopas, purês de batata, peixes, frangos, carne de porco, suflês e molhos.

Nossa especiaria ganha preferência principalmente em vários pratos chineses, na cozinha tailandesa e francesa. Contam alguns chefes que tem experimentado pratos com a nossa especiaria que o seu sabor aromático e o formigamento que causam ao primeiro contato ajudam a dar um “toque” especial a estas cozinhas.

Muitos chefs profissionais ou do lar indicam que é melhor usar a pimenta-do-reino branca triturada e não moída. A triturada, argumentam, acrescenta mais sabor à comida.

Os valores medicinais positivos da pimenta-do-reino branca vêm do seu uso em larga escala na Ayurveda, terapias antigas e chinesas. Onde era indicada e usada para o tratamento de artrite, dor nas articulações, intoxicação alimentar, náuseas, congestão nasal.

Aqui no ocidente, dizem que ela pode auxiliar como antioxidante, expectorante, descongestionante, combate ao reumatismo, auxiliar o sistema nervoso ao liberal adrenalina e produzir um efeito de saciedade, que, em tese, ajuda no processo de reeducação alimentar e uma dieta natural.

Pesquisas realizadas na Universidade de Nottinghan e da Associação Americana da Pesquisa do Câncer, revelaram que a pimenta-do-reino branca pode auxiliar a matar algumas células cancerosas.

Como sempre reiteramos: qualquer uso de caráter medicinal envolvendo especiarias (como a pimenta-do-reino branca – que em si não é um remédio e sim um auxiliar)  deve ter o consentimento e a orientação de um especialista de sua total confiança. Não importa a orientação do seu trabalho: alopata, homeopata, ayurveda, fitoterapia.

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